terça-feira, 25 de abril de 2017

Carta a Todos os Corpos de Anciãos(2 de abril de 2017)

S:HI 2 de abril de 2017

A TODOS OS CORPOS DE ANCIÃOS
Ref.: Documentos e formulários de hospitais

Prezados irmãos:

Poucas situações na vida são tão estressantes como passar por um grave problema de saúde. Para piorar, às vezes a administração dos hospitais só aceita atender o paciente se ele preencher alguns formulários que autorizam os médicos a realizarem qualquer procedimento que acharem necessário. Isso inclui transfusões de sangue.

Infelizmente, tem sido cada vez mais comum os hospitais se negarem a atender os irmãos que riscam ou alteram os documentos hospitalares para que esses documentos expressem seu desejo de não receber transfusão de sangue. Por isso, alguns publicadores têm resolvido assinar esses documentos sem fazer alterações. Talvez façam isso porque (1) já entraram em acordo com a equipe médica sobre o assunto; (2) anexaram uma cópia do documento Diretivas Antecipadas ao prontuário; (3) fizeram observações numa folha à parte do documento do hospital; ou (4) por desconhecimento.

Cada cristão deve decidir se irá assinar o documento do hospital sem riscar nenhuma parte ou acrescentar alguma observação sobre transfusão de sangue. Mas ele vai ter que lidar com as consequências que essa decisão pode trazer. (Gál. 6:5) Por exemplo, quando alguém não altera a parte de um documento hospitalar que autoriza transfusão de sangue, o trabalho da Colih e dos anciãos fica limitado. Isso porque o hospital e a equipe médica terão em mãos um documento assinado pelo próprio paciente dizendo que ele aceita “qualquer tratamento”.

Pode ser que os anciãos fiquem sabendo, por meio da Colih ou de outras pessoas, que um publicador assinou o documento do hospital sem fazer nenhuma alteração. Se isso acontecer, depois que a pessoa sair do hospital, os anciãos devem avaliar todos os detalhes do caso para decidir o que fazer. — Gál. 6:1.

Se uma pessoa tiver o atendimento negado, ela deve fazer o que for possível para que o hospital forneça por escrito os motivos de ter cancelado a cirurgia ou recusado atendimento. Além disso, ela pode anotar o nome completo e a função de quem recusou o atendimento, fazer gravações em áudio ou vídeo e tirar cópias ou fotos de qualquer documento que comprove a recusa de atendimento. A pessoa deve informar isso aos anciãos sem demora.

Eles vão entrar em contato com a Colih, caso ainda não tenham feito.

Para ajudar os publicadores a manter uma boa consciência, foi postado no jw.org um esboço que deverá ser usado na parte de necessidades locais programada para a semana de 1.° de maio de 2017. Um ancião com boa arte de ensino deve ser designado para fazer o discurso “Prepare-se bem para se proteger contra transfusões de sangue”.

Todos os anciãos devem ler com atenção o esboço para ajudar os publicadores que tiverem dúvidas.

Aceitem nosso amor cristão.
Seus irmãos,

c: Superintendentes de circuito
Colihs

Nota para ossuperintendentes de circuito:
Em sua próxima visita, verifique se essa matéria foi apresentada para a congregação e se os publicadores estão seguindo as orientações.

Nota para os membros da Colih:

Sempre que houver um caso em que acharem que os anciãos precisam ser informados, queiram fazer isso.


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sábado, 25 de março de 2017

A TODAS AS CONGREGAÇÕES - Ref à Rússia.

A TODAS AS CONGREGAÇÕES
Campanha de cartas a favor das Testemunhas de Jeová na Rússia




Prezados irmãos:


Conforme noticiado no jw.org, nossa obra na Rússia está bem perto de ser proibida. Agora resta apenas a decisão do Supremo Tribunal da Federação Russa sobre o assunto. Se a decisão for negativa, nossos mais de 170 mil irmãos e irmãs que vivem na Rússia vão sofrer sérias consequências.

Para chamar a atenção do mundo inteiro para esse assunto tão sério, o Corpo Governante decidiu criar uma campanha mundial de cartas. Todas as pessoas que se associam com a congregação são incentivadas a participar. As instruções sobre como participar foram postadas na seção “Imprensa” do jw.org.

Leia com atenção essas instruções e procure segui-las. Se você não tiver acesso à internet, poderá pedir uma cópia das instruções para os anciãos. A audiência do Supremo Tribunal está marcada para o dia 5 de abril de 2017. Assim, todas as cartas precisam ser enviadas com urgência para que sejam recebidas no máximo até o dia 1.° de abril.

Sua participação nessa campanha é uma prova de que você ama nossos irmãos. (1 Ped. 2:17) Ao mesmo tempo, sabemos que a coisa mais importante que qualquer um de nós pode fazer para ajudar nossos irmãos que enfrentam perseguição é suplicar a Jeová que os ajude. — Leia 1 Timóteo 2:1-4.

Confiamos completamente em Jeová e temos certeza de que nenhuma arma fabricada contra o povo de Jeová será bem-sucedida. — Isa. 54:17.

Seus irmãos,

c: Superintendentes de circuito

Nota ao coordenador do corpo de anciãos:

Esta carta deve ser lida para a congregação na primeira reunião depois que ela for recebida e também deve ser lida na reunião seguinte. Imprima a Folha de Instruções — Brasil (em anexo) numa quantidade suficiente para que todos os que não têm acesso a esse documento no jw.org possam receber uma cópia.

Por causa do longo prazo de entrega, a maioria dos irmãos deverá seguir as orientações da Folha de Instruções — Brasil, que orienta os irmãos a enviar as cartas para o embaixador da Rússia no Brasil. Mas os Correios tem uma opção de postagem chamada Sedex Mundi que faz entregas internacionais em cinco dias úteis e custa R$ 220,00. Verifique com os irmãos e irmãs de sua congregação que são empresários, médicos, advogados, etc., se poderiam enviar uma ou mais cartas para os endereços das autoridades da Rússia, seguindo as orientações da Folha de Instruções — Outros Países (em anexo).

Nota aos superintendentes de circuito:

Se seu circuito tiver assembleia esta semana, providencie que esta carta seja lida pelo último orador assim que terminar o discurso final.



Campanha de cartas a favor das Testemunhas de Jeová na Rússia
Folha de instruções — Brasil
20 de março de 2017



  • Ore a Jeová para que abençoe sua participação na campanha. — 1 Tim. 2:1-4.
  •  As cartas devem ser enviadas com urgência para o embaixador da Rússia no Brasil para que sejam recebidas no máximo até 1.° de abril de 2017.
  • O endereço do embaixador está na próxima página. Você pode enviar mais de uma carta para ele.

Formato
  • Se você possui uma empresa, pode usar o papel timbrado de sua empresa.
  • Escreva em sua própria língua. As cartas não precisam ser traduzidas para o russo. Mas, se souber escrever bem em russo, poderá fazer isso.
  • Não escreva cartas maiores do que uma página. Escreva as cartas no computador (ou outro aparelho) ou à mão com letra legível.
  • Escreva corretamente as palavras e preste atenção à gramática e à pontuação. — Beneficie-se pág. 71-73.
  • Assine a carta.
  • Não envie cópias das cartas para os anciãos, para a filial ou para qualquer outra pessoa.
  • Não envie nenhuma publicação junto com a carta.
  •  Use seu próprio endereço de correspondência no envelope. Verifique se o endereço do embaixador é o mesmo que aparece na próxima página.
  • Mande sua carta pelo correio. Não envie e-mails.
Conteúdo

  • O objetivo da sua carta é pedir que o embaixador nos ajude. Diga que você espera que as autoridades russas interrompam a ação legal que tomaram contra a filial e as congregações na Rússia para que nossos irmãos e irmãs possam continuar se reunindo pacificamente sem interferências. Você também pode dizer que aprecia as leis russas que garantem a liberdade de religião a todos os cidadãos.
  • As cartas devem ser francas, mas respeitosas. Resuma os fatos principais nas suas próprias palavras. Você pode citar um ou dois fatos alistados abaixo ou pode mencionar algo mais recente que foi publicado no jw.org. É bom lembrar que “uma resposta branda acalma o furor” e que “a língua suave pode quebrar um osso”. — Pro. 15:1; 25:15.
  • Você pode mencionar brevemente como nossas reuniões e publicações ajudaram você a melhorar sua personalidade e sua vida familiar. Não mencione o nome de nenhum de nossos irmãos que mora na Rússia.


Fatos
  • Em 15 de março de 2017, o Ministério da Justiça da Rússia entrou com um pedido no Supremo Tribunal da Federação Russa para “declarar como extremista a organização religiosa das Testemunhas de Jeová, incluindo seu centro administrativo, e acabar com suas atividades”. Se o Supremo Tribunal atender a esse pedido, todas as Testemunhas de Jeová que moram na Rússia vão sofrer sérias consequências. Essa decisão acabaria com o centro administrativo e com as 400 entidades jurídicas que são proprietárias dos Salões do Reino ou os alugam. Isso quer dizer que os prédios da filial em São Petersburgo e os Salões do Reino em todo o país poderiam ser confiscados pelo governo.  Além disso, cada uma das mais de 170 mil Testemunhas de Jeová no país poderia ser processada criminalmente por se reunir para adorar, por ler a Bíblia com seus irmãos ou por falar com outros sobre sua fé.
  • A “Lei Federal contra Atividades Extremistas” na Rússia está sendo mal aplicada às Testemunhas de Jeová. As Testemunhas de Jeová se esforçam para serem bons cidadãos. Somos conhecidos no mundo inteiro por nossas atividades pacíficas e nunca nos envolveríamos em qualquer atividade que pudesse ser classificada como “extremista” ou de natureza criminosa.
  • As atividades das Testemunhas de Jeová e as publicações que produzimos incentivam as pessoas a amar a Deus e ao próximo, a amar sua família e a respeitar o governo. Não há absolutamente nada em nossas publicações que possa ser considerado “extremista” ou contra a lei.
Endereço: 
Embaixador da Rússia no Brasil
Sergey Pogóssovitch Akopov
Embaixada da Federação Russa no Brasil
Av. das Nações SES Q. 801 Lote A
Brasília, DF
70476-900

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Carta a todos os corpos de anciãos referente a desassociados e dissociados


28 de fevereiro de 2017


A TODOS OS CORPOS DE ANCIÃOS

Ref.: Visitas a desassociados e dissociados

Prezados irmãos:


Em anos recentes, muitos desassociados e dissociados decidiram voltar para Jeová depois de ver irmãos pregando com o carrinho. Outros procuraram os anciãos depois ler a brochura Volte para Jeová ou de assistir à TV JW. (Luc. 15:7) Com isso em mente, o Corpo Governante decidiu que não é mais necessário fazer visitas a desassociados e dissociados todo ano.

Em vez disso, os anciãos devem decidir quando e como contatar desassociados e dissociados,usando bom senso. Por exemplo, se um desassociado está fazendo mudanças, um ancião pode conversar brevemente com ele sobre o que precisa fazer para voltar para Jeová. Ele pode fazer isso quando estiver pregando de casa em casa. Ou, ao fazer compras, um ancião talvez encontre um desassociado que não é contatado há anos e decida falar com ele. Pode ser que um ancião idoso ou doente ache mais prático telefonar para um desassociado.

Toda vez que falarem com um desassociado, os anciãos devem informar o coordenador do corpo de anciãos. É claro que os anciãos não devem contatar os que ainda são apóstatas, os que estão tentando desencaminhar outros nem os que já deixaram claro que não querem mais fazer parte
da congregação.

Essa orientação substitui a do livro Pastoreiem, capítulo 10, parágrafo 1. Cada ancião deve riscar esse parágrafo e anotar na margem: “Veja a carta de 28 de fevereiro de 2017, a todos os corpos de anciãos.”

Esta carta foi incluída na lista de cartas orientadoras do Índice das Cartas para os Corpos de Anciãos (S-22).

Enviamos nosso amor cristão.

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A casa dos príncipes

Telão interativo
Nunca foi novidade para as Testemunhas de Jeová que os betéis são construídos não só para servir a algum fim, mas também para ostentar uma beleza paradisíaca. Não é por acaso, portanto, que muitas Testemunha os chamem de “um pedacinho do paraíso”.

Mas com certeza, de todos os betéis do mundo, a nova sede mundial é que mais tipifica esse sonho de consumo das Testemunhas de Jeová.

Para comprovar isso, dê uma olhada nas glamorosas imagens que constam em uma brochura de 8 páginas lançada pelo Corpo Governante.




Quem se lembra das imagens da antiga sede, conforme constam no livro Proclamadores do Reino, páginas 352-402, pode comparar e ver a grande diferença. Ao passo que esta tinha aspecto carrancudo, tal qual é o aspecto das grandes cidades, com seus grandes prédios de alturas a perder de vista, a nova sede foi belamente projetada para exibir uma paisagem de paraíso, combinado com o lago e a floresta no entorno. Tudo isso faz que ela supere em muito o aspecto de paraíso que existem nos demais betéis espalhados pelo mundo. Do meu ponto de vista, não é difícil deduzir que todo esse glamour era desnecessário à utilidade prática da sede, e que o dinheiro investido em embelezar Warwick podia mui apropriadamente ser usado para fazer reformas necessárias em centenas ou milhares de Salões do Reino em diversos outros países, como este mostrado abaixo, que ilustra um importante artigo escrito por Osmanito Torres.


Que se pode dizer do aspecto glamoroso da nova sede das Testemunhas de Jeová? As Testemunhas com certeza devem se lembrar com facilidade de muitos artigos de A Sentinela onde o Corpo Governante condena com veemência os desejos da carne, dos olhos e a ostentação de bens materiais. Há inclusive vários versículos bíblicos que se usa para apoiar essa postura. Por exemplo, depois de citar 1 João 2:19, assim escreveu uma revista Despertai! de 1984:
A pessoa equilibrada evitará ser vítima disso [isto é, do materialismo] por deixar-se seduzir pelas sutis campanhas publicitárias ou outras formas de pressão que visam fazê-la empregar seu dinheirinho ganho com muito suor em comprar algum produto desnecessário que, de forma súbita, ficou na moda (Despertai! de 22 de julho de 1984, página 10).
É verdade que o glamour de Warwick não se refere a um celular de última geração nem a um carro do ano, mas não é verdade que muito dessa beleza que estampa esta brochura é igualmente desnecessária? E também não é verdade que essa aquisição fútil foi feita ao custo do suado dinheiro das Testemunhas de Jeová?

No fórum de ex-tJs, depois de analisar esta brochura, alguém poeticamente fez uma interessante analogia com uma outra casa que fez história na primeira metade do século passado, que ficou conhecida como Casa dos Príncipes. 

Vejo o futuro repetir o passado, eu vejo um museu de grandes novidades:
Warwick, a Bete-Sarim. 
Mas diferentemente, os príncipes daquela época nunca existiram, não em nosso tempo. 



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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

No Tribunal: Fessler X Torre de Vigia. Dia 1.

Prefeitura, Filadélfia, Pensilvânia. É neste prédio histórico que
se desenrola este julgamento. 
No Tribunal: Fessler X Torre de Vigia.
Declarações de abertura e moções no julgamento de abuso de menores envolvendo Testemunha de Jeová.
Dia 1.

Veja aqui a introdução a este caso.

O Jurú é formado por 10 pessoas, das quais dois são suplentes: 3 homens brancos, 3 mulheres brancas e 5 mulheres negras.

O primeiro dia começou com os advogados de defesa procurando tirar toda e qualquer arma que tinha a acusação.

1º  - Foi solicitado ao juiz Collins que rejeitasse uma testemunha apresentada pela acusação; ele era um ancião no condado de York, Pensilvânia, e foi classificado pela defesa como testemunha “bombástica”. O Juiz Collins decidiu que a testemunha será ouvida, mas não na fase inicial do julgamento. 

2º - A defesa procurou descartar o depoimento da detetive Lisa Layden sob o argumento de que a palavra dela seria apenas uma “opinião”; mas isso foi negado, a detetive Lisa Layden será ouvida.

3º - A defesa também argumentou que a confissão feita aos anciãos envolvia o segredo do confessionário e, portanto, os anciãos não poderiam levar o caso à polícia pois isso incorria na violação desse compromisso de confidências. O advogado da vítima, Jeffrey Fritz, no entanto, afirmou que os anciãos não honraram o compromisso do confessionário, uma vez que espalharam a confissão para muitos outros anciãos e até para o escritório da filial. O juiz Collins então considerou inválido o argumento do confessionário.

Após uma pausa para almoço, o julgamento recomeça e a palavra é concedida à acusação. Nesta parte introdutória, acrescenta-se um detalhe sobre como aconteceram os abusos que sofrera Stephane Fessler. Segundo se relatou, a Fessler, recém-chegada à adolescência, foi dada a responsabilidade de cuidar da mãe, com problemas mentais, e ainda tinha que se dedicar aos estudos. Nessas circunstâncias, Fessler se aproximou da Sra. Monheim à procura de apoio, e que Monheim então se aproveitou de Fessler para fins sexuais. Também foi relatado que Fessler era virgem até então.

Em seguida a palavra é concedida à defesa. Neste ponto inicial, o advogado do ancião Spring Grove afirma que Fessler, quando procurou os anciãos pela primeira vez, não disse a verdade, não falou que havia sido abusada, e que tudo não passou de uma relação romântica. Além do mais, segundo a defesa, o “relacionamento”, em 2005, havia terminado. Em razão disso, os anciãos não viram necessidade de relatar o caso às autoridades.

O advogado da Torre de Vigia, Sr John MiIler, dentre o pouco que acrescentou, disse que a Torre de Vigia não tem a obrigação de relatar o que os anciãos ouviram e que nem mesmo a Torre de Vigia tinha alguma a coisa que ver com aquele julgamento.

Também faz parte da defesa o advogado da CCJW (Congregação Cristã das Testemunha de Jeová), mas ele não teve participação neste primeiro dia de julgamento.
Aguarde para mais atualizações deste caso.

Fonte: JW Survey.

Atualização em 23-2-2917:

A divulgação deste caso agora continua no blog Pontos de Fé.

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domingo, 5 de fevereiro de 2017

No tribunal: A Torre de Vigia mais uma vez no banco dos réus.

Stephane Fessler, com cerca de 13 anos
Terá início, nos próximos dias, mais um julgamento em que a Torre de Vigia consta como parte acusada. Trata-se do julgamento de um caso de pedofilia, ocorrido nos Estados Unidos, em que envolveu os estados americanos de Maryland e Pensilvânia. A vítima foi Stephanie Fessler, que à época, em 2003 e 2004, tinha idade entre 14 e 16 anos; a Sra Terry Jeanne Monheim, que tinha à época entre 49 e 51 anos, aparece como acusada - juntamente com a Torre de Vigia.

Quando os pais de Fessler tomaram conhecimento dos abusos, notificaram os anciãos de Lancaster, Pensilvânia, a congregação que frequentavam. Eles interrogaram a vítima e notificaram a congregação de Freeland, Maryland, que um de seus membros, a Sra Monheim, estava sendo acusada de abuso. Como resultado de tudo isso, restou à vítima uma surpreendente repreensão particular, e à Sra Monheim sucedeu o mesmo.  Tanto o estado da Pensilvânia, bem como o estado de Maryland possuem leis que exigem que suspeitas de abusos sejam denunciados às autoridades, mas os anciãos de ambas as congregações decidiram se calar. Conforme é exigido pela Torre de Vigia, a filial foi comunicada pelos anciãos a respeito dessa acusação de abusos, mas não orientou o anciãos a fazer a denúncia às autoridades, tornando-se, assim, cúmplice do caso. . 

Em resultado desse silêncio, os abusos continuaram, até que um ano depois foi novamente trazido a atenção dos anciãos. Estes, depois de investigar o caso mais uma vez, decidiram dar uma repreensão pública à vítima. Um anúncio foi dado à congregação. 

 Foi somente em 2011, aos 22 anos, que Fessler conseguiu, ela própria, denunciar o caso às autoridades. Isso resultou na prisão e condenação de Monheim por vários crimes, sendo posta na condicional em seguida. 

Fesseler foi batizada como Testemunha de Jeová aos 10 anos de idade. Ela contou que era feliz como criança, mas os abusos a fizeram desenvolver PTSD grave (estresse pós-traumático). Além disso, passou a ter ansiedade extrema, insônia, flashblacks, pesadelos e múltiplos outros sintomas que a fazia carecer de ajuda profissional. Mas nem mesmo isso os anciãos lhe providenciaram. Adicionado a isso, tinha a pressão causada por ter sofrido uma repreensão pública e desde então ser encarada como "má associação" pelas Testemunhas de sua congregação. 

A respeito do julgamento. A Torre de Vigia é a principal acusada no caso. O advogado de Fessler, Jeffrey  P. Fritz irá demonstrar ao júri que a Torre de Vigia não orientou aos anciãos que denunciasse o caso às autoridades, conforme exigem as leis dos estados de Maryland e Pensilvânia. O júri já foi selecionado e o julgamento está marcado para começar dia 7 de fevereiro, e ocorrerá na Câmara Municipal de Filadélfia, Pensilvânia. 

Esta postagem será atualizada à medida que os desdobramentos deste caso forem noticiados. 

Fonte: Desperta

Veja continuação aqui


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quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Abuso sexual entre as TJs foi comparado ao praticado na Igreja Católica

“Precisamos fazer mais para combater o abuso sexual entre as Testemunhas de Jeová”. 

Artigo postado no dia de hoje no jornal The Times, do Reino Unido. 


Kathleen Hallisey é advogada sênior da Bolt Burdon Kemp
“A evidência aponta para um escândalo de abuso sexual na organização das Testemunhas de Jeová em uma escala que pode ser comparável à Igreja Católica, Savila (ver nota) ou a Associação de Futebol, mas eles se recusam a reconhecê-la ou fazer mudanças efetivas em suas políticas de salvaguarda” (Advogada Katherine Hallisey)


A advogada lembra que isso não é novo e relata uma serie de reportagens do programa Panorama (BBC) 2002, que entrevistou diversas vítimas, as quais relataram que, depois de contar seus casos aos anciãos, ele perguntavam apenas se havia uma segunda testemunha.

Depois de afirmar que nada mudou desde então, Hallisey considera que nem tudo está perdido, diz que é preciso que se faça uma investigação independente sobre os casos de abusos sexuais entre as Testemunhas de Jeová, e cita como exemplo o caso da Austrália, que verificou que a organização TJ não responde adequadamente aos casos de abusos sexuais de crianças.

Como disse Hallisey, ‘a religião das Testemunhas não é a primeira e nem será a última a fechar os olhos para com o escândalo de abuso sexual em seu meio, mas denunciando o problema ao governo, e exigindo que todas as organizações, voluntárias e religiosas, denunciem casos de abuso, podemos fazer muito para proteger as crianças’.

Em sua conclusão, Hallisey cita que, em recentes declarações, um representante da Torre de Vigia afirmou que qualquer pessoa que cometa abuso sexual é desassociada, que a organização não desestimula a ninguém de denunciar casos de pedofilia à policia, e que qualquer sugestão de que a organização encobre o abuso infantil é totalmente falsa; também, em declarações recentes, autoridades das Testemunhas disseram que a organização repudia o abuso sexual e que está empenhada para fazer tudo ao alcance para combatê-la.

Kathleen Hallisey é advogada sênior da Bolt Burdon Kemp, especializada em abuso infantil. Ela agiu em nome do reclamante no caso de A v Watchtower [2015] EWHC 1722 (QB), o primeiro e histórico julgamento contra as Testemunhas de Jeová no Reino Unido em razão de abuso sexual


(Nota: Referente a Jimmy Savile e Stuart Hall, ambos apresentadores da corporação BBC, que teriam abusados de cerca de quase uma centena de pessoas, entre adultos e crianças, em um escândalo que abalou o Reino Unido há uns três anos).



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